29/03/09

Pátria ou morte [A honra de vencer com a cabeça erguida]

Primeiro leia este trecho de um discurso do grande líder Fidel Castro no dia 19 de abril de 1976, na sessão comemorativa do 15º aniversario da vitoria na Playa de Girón (Baía dos porcos), vitoria esta sobre um grupo de mercenários enviados pelo governo estadunidense na tentativa de derrubar a revolução cubana no qual este grupo de “soldados ou mercenários yanques” fora derrotados pelos camaradas revolucionários, fora esta a primeira derrota militar dos EUA no “nosso” continente americano.

... Os Estados Unidos ocupam em Guantánamo um pedaço do nosso território; os Estados Unidos mantém há mais de quinze anos um bloqueio criminoso contra a nossa pátria. Cuba não se vergará nunca diante desta política imperialista de hostilidade e de força e lutará contra ela incansavelmente. Temos dito que não pode haver negociações enquanto houver bloqueio. Ninguém pode negociar com um punhal no peito. Não importa se estivermos mais vinte anos sem relações com os Estados Unidos. Aprendemos a viver sem elas e, apoiados na nossa sólida e indestrutível amizade com a URSS, temos progredido mais nestes anos que qualquer outro país da America Latina. Se o comércio com os Estados Unidos poderia significar, talvez, algumas vantagens e um ritmo mais rápido de desenvolvimento, preferimos caminhar mais devagar, mas com a cabeça erguida e as bandeiras da dignidade absolutamente desfraldadas. Não trocaremos a primogenitura revolucionaria que nos deu o facto de sermos a primeira revolução socialista no hemisfério ocidental por um prato de lentilhas. Também como os cristãos, podemos dizer que nem só de pão vive o homem. (Fidel Castro, 1976).

- Eis um maravilhoso trecho deste discurso de Fidel Castro. - Uma nação deve ter o seu direito de seguir o caminho que lhe for mais conveniente, a grande maioria da população mundial confunde a política socialista com a política adotada no período da guerra fria. Todos os países são forçados e acoitados sobre o poder do capital, os povos são forçados a viverem sobre a política consumista e exploratória instalada desde a revolução industrial detentora de uma visão predatória e impiedosa. Os povos deste mundo acostumaram-se a viver sobre a tutela do capital e de seu guardião possesso... – Onde está o respeito sobre a soberania das nações em desenvolvimento e daquelas que possuem movimentos e interesses progressistas e esperançosos para com os seus países?

- Que direito possui os EUA de intervir na soberania e no caminho de tais nações? ... Sabotam a economia dos povos e os cercam de todos os lados e tudo isso pelo desejo de possuir as riquezas de outros povos. Isto é imoral, pois toda nação deve ter o seu limite territorial respeitado, mas este governo segue com seu projeto destruidor. Arrebatador de sonhos. Estão sobre o delírio do capita!

Onde está o direito de um país crescer de acordo com apolítica desejada? A política que possa adotar não influenciaria em negociatas externas e nem na DIT (Divisão Internacional do Trabalho). Apenas trabalhariam e gerariam riquezas de acordo com as necessidades de cada povo. O capital e muito menos a política externa dos EUA detém o direito de decidir como funciona o mundo. Não importa se um país adota uma política humanitária, igualitária e socialista ou se adota a política do consumismo. Todos devem ser livres de decidir em qual regime viver e prosperar, porém devemos compreender que a riqueza maior é a condição de se possuir a sabedoria, a condição de compreender o quanto prejudicamos o andamento deste mundo e de nossos irmãos de outros continentes com as nossas políticas mesquinhas lucrativas. – O capital é necessário e até de certa forma saudável no andamento do sistema, mas nunca deve ditar as regras, pois quem deve ditar as regras é o povo. Ainda a tempo de tomarmos consciência dos erros cometidos e começarmos a trabalhar em conjunto, onde todos os povos possam compreender que basta trabalhar e viver, cada um por si e sem esquecer os seus comércios e produções indústrias ou agrícolas. Haverá sempre em outros povos o protecionismo e é algo extremamente compreensível, pois todo governo assim como um pai deve proteger o seu filho, o seu produtor. Sempre existiu e sempre haverá o poder da barganha, pois cada povo tem um produto a oferecer ao outro.

Fica evidentemente claro que a política do capital devorador de almas é assim e só poderá ser derrubada com a luta incessante e medo dos povos. Está na hora de darmos um basta ao domínio execrável de força de algumas nações sobre a grande maioria dos povos do mundo. Quando entenderão que somos todos irmãos. Uns irmãos são bravos e outros mais serenos, mas isto não poderá impedir a revolução cultural, a revolução de certa forma religiosa (todas as crenças), sobre como usarmos este mundo para um proveito digno de sermos filhos de Deus.

Respeitemos este solo, o solo da justiça e da serenidade. Sejamos francos e ousados na busca pela decência entre o relacionamento dos povos, pois somos todos filhos do mesmo pai. Compreendamos a necessidade de protestar contra os embargos e desenhos da política internacional sobre o controle progressista das nações em desenvolvimento. Podemos vencer, pois estamos em maior numero e temos algo que os possuídos pelo capital devorador não possuem. Temos verdadeiramente dentro de nossos corações a verdade, a decência e a dignidade de deitarmos nossas cabeças e não abdicarmos do direito de dizer amém. Sejamos honrosos. Pátria ou morte.

Dignidade dos povos. Necessidade de vitoria. Não abdiquemos da verdade. Sejamos lutadores. Derrubemos o desdenho dos países dominantes de todo o montante econômico. Esta não deve e não será a guerra da propaganda. Será a guerra da verdade e sem uma gota de sangue derramada se possível. Pois a nossa resistência se dará na mudança de atitude, a mudança se dará pelo amor incondicional a pátria. Vencer pela honra e trabalhar pelo progresso para os nossos irmãos. Sejamos verdadeiramente humanos “sapiens”.


1 comentários:

Tobias de Melo'' disse...

Que o mundo seja nossa pátria,
e que todos sejamos um só exército.

Se deve haver capital,
que ele seja humano.

Nosso maior bem são os valores que carregamos.

Se tem que haver um sistema econômico,
que seja o Capitalismo-Social.

Nem tudo é totalmente Bom,
e nem tudo é totalmente Ruim.
(Yin Yang)

Humanizar a sociedade é o primeiro passo.

Parabéns pelo texto.